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China: a bola da vez no comércio internacional

Atualizado: 4 de Set de 2019

Maior exportador mundial, o país oferece uma grande variedade de produtos

que agregam preços atrativos, tecnologia de ponta e qualidade

A antiga expressão “é um negócio da China” está mais em alta do que nunca.

País de proporções continentais e uma população estimada em 1,4 bilhão de

habitantes, a China é responsável atualmente pelo maior volume de exportações

no cenário mundial.


De telefones celulares a bijuterias e semi-joias, tudo o que se produz no maior

país da Ásia Oriental encontra um público em outra região. Em 2018, o governo

chinês registrou uma alta histórica no comércio exterior, com um total de US$

4,5 trilhões negociados – um acréscimo de 9,7% em comparação com 2017.


A relação entre Brasil e a China se fortaleceu a partir de 2009, quando o país

oriental passou a ocupar o primeiro lugar nas exportações brasileiras. Dados do

Banco Mundial mostram que, em 2014, o volume de produtos nacionais

vendidos à China representou 1,68% do Produto Interno Bruto (PIB).


Mas não foi só o Brasil que direcionou seus olhos e recursos para a China. O

mundo todo percebeu o potencial dos produtos confeccionados em larga escala,

com tecnologia de ponta e preços extremamente convidativos para os padrões

ocidentais.


Tecnologia


Tecnologia e inovação, aliás, são duas palavras de ordem por lá. Tanto no que

diz respeito aos eletroeletrônicos quanto aos outros segmentos. É o caso da

indústria têxtil, o mercado editorial – sim, muitos livros brasileiros são

impressos na China!!! –, maquiagens e perfumes, entre outros. Por lá, as vendas

para o mercado externo que representavam 3,9% do total de exportações em

2009 chegaram a 12,8% em 2014.


A qualidade dos produtos também chama a atenção, desmistificando a ideia de

itens de baixa qualidade. Claro que eles existem, mas são a minoria, geralmente

falsificações. A maioria das empresas trabalham comercializando produtos de

qualidade para comercializar no mercado externo.


Esse posicionamento do governo chinês, visando ao mercado internacional, já

tem cerca de 40 anos. Começou no final da década de 1970, quando o país

começou a passar por profundas transformações econômicas.


A partir de políticas internas, o governo criou na China áreas para atrair

investimento estrangeiro. As empresas que se instalavam no país passavam a

contar com tarifas reduzidas e grande oferta de mão-de-obra. Ou seja, custos

mais baixos, em geral mais atrativos do que em seus países de origem. Além

disso, a adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001,

confirmou a intenção do país de seguir as regras e as exigências do comércio

internacional – questão que reflete diretamente na qualidade do produto

ofertado.


Essas iniciativas acabaram estimulando a concorrência e beneficiando os

compradores finais! Entre eles, muitos brasileiros.

O foco da China não é mais vender manufaturado, e sim tecnologia. Tanto que,

se tornou a principal concorrente dos Estados Unidos.

Com isso, vem sendo registrado um crescimento cada vez maior de importações

vindas da China. Os empresários do nosso país estão cada vez mais ligados ao

comércio internacional, e sabem, que a China pode possibilitar produtos mais

baratos, e de ótima qualidade.

E não são só os produtos manufaturados que chamam a atenção do que é

importado da China, como também eletrônicos e principalmente dispositivos

móveis, como celulares, tablets, computadores, câmeras e etc.

Segundo o MDIC (atualmente Ministério da Economia), o ano de 2018 foi muito

favorável para as relações entre Brasil e China. A soma de Exportações

brasileiras teve um recorde de US$ 64 bilhões, superando o ano de 2017, onde

as exportações representaram US$ 47 bilhões. Houve um crescimento de 34%.

Já as importações vindas da China, representaram US$ 34,7 milhões em

compras de produtos chineses. O que significa um crescimento de 27%. A

balança comercial brasileira teve um superávit de 58,3 bilhões, sendo a China o

principal parceiro comercial do Brasil.

A cada ano, o estreitamento entre o gigante asiático e o Brasil, tem ficado maior,

e essa relação promete crescer ainda mais em 2019.

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